Canela é um dos sete municípios gaúchos contemplados pelo projeto Redes Verdes Vivas, iniciativa que reúne ações de sustentabilidade, educação ambiental e valorização das mulheres do meio rural. O prefeito Gilberto Cezar participou do seminário inicial do projeto nesta quinta-feira, dia 22 de outubro, no Espaço Sicredi, em encontro que marcou a apresentação da iniciativa e o início das articulações entre as instituições envolvidas.
A parceria reúne o Governo do Rio Grande do Sul, a CPFL/RGE e a Prefeitura de Canela, com apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS). Além de Canela, serão beneficiados inicialmente Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Quinze de Novembro, Vera Cruz, Ibirubá e Nova Petrópolis.
A iniciativa surgiu a partir de uma medida de compensação ambiental da CPFL, vinculada a uma política pública de projetos técnicos ambientais coordenada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).
Durante o seminário, o prefeito destacou as condições do município para desenvolver as ações previstas e a importância da participação das instituições e da comunidade.
“Temos escolas, uma comunidade participativa, mulheres empreendedoras e profissionais com conhecimento técnico para contribuir com a iniciativa. Também contamos com a experiência do Sindicato Rural no trabalho com as escolas do interior e com profissionais reconhecidos na área ambiental, como o secretário de Meio Ambiente, Carlos Frozi. Temos condições de fazer esse projeto avançar e deixar um legado positivo para Canela”, afirmou.
Valorização das mulheres agricultoras é um dos destaques
Um dos eixos do Redes Verdes Vivas é o trabalho com mulheres agricultoras, com foco na ampliação do acesso ao conhecimento, no incentivo a práticas sustentáveis e no reconhecimento de seu papel no desenvolvimento das comunidades rurais.
A primeira atividade em Canela está prevista para novembro, com o início de uma série de oito oficinas práticas destinadas às agricultoras. Cada encontro terá duração de seis horas, e os temas serão definidos a partir das prioridades apontadas pela Fetag-RS e pelo Sindicato Rural. Entre os assuntos previstos estão mudanças climáticas, legislação ambiental, produção artesanal de mudas de espécies nativas e produção e utilização de bioinsumos.
A proposta é oferecer conhecimentos que possam ser aplicados no cotidiano das propriedades rurais, fortalecendo a atuação das mulheres e valorizando sua participação na construção de alternativas sustentáveis para o campo.
Com duração prevista de 24 meses, o projeto está organizado em cinco frentes: mulheres agricultoras, crianças e jovens estudantes, famílias rurais, sociedade civil e instituições locais. Para coordenar e acompanhar as atividades, foi constituída uma comissão com representantes dos diferentes setores envolvidos.
Educação ambiental nas escolas
As atividades também contemplarão estudantes da rede municipal, com oficinas sobre im