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Tradições que atravessam gerações: há mais de 50 anos, Festival Internacional de Folclore mantém viva a cultura por meio das famílias

Pais inspiram filhos, crianças crescem nos grupos de dança e o palco de Nova Petrópolis se torna cenário de histórias que unem gerações

por Redação Onde.ir
Prefeitura Municipal de Nova Petrópolis

Há mais de cinco décadas, o Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis faz muito mais do que apresentar danças típicas ao público. O evento se tornou um espaço onde tradições familiares são cultivadas, memórias são construídas e o amor pela cultura passa naturalmente de pais para filhos. É assim que o festival mantém vivo o seu maior patrimônio: as pessoas.

Nesta 53ª edição, o tema “O Mundo se Encontra em Nossa Casa” ganhou ainda mais significado ao revelar histórias de famílias que encontraram no folclore um modo de preservar suas origens e construir laços que atravessam gerações.

Uma dessas histórias é da 1ª Princesa do Folclore Alemão, Olívia Nienow, que neste ano dividiu o palco do Festival com o filho, Erick Eduardo Nienow. A ligação com o folclore começou ainda na infância, acompanhando os pais nos ensaios do coral da comunidade. Depois vieram a música, a orquestra e, aos 14 anos, a dança folclórica. Hoje, é ela quem inspira a nova geração. “Quando eu era criança, via meus pais cultivando essa tradição. Hoje poder viver isso com meu filho, dançar ao lado dele e dividir o palco do Festival é algo indescritível. Além de criarmos memórias inesquecíveis, tenho a certeza de que o futuro do folclore estará em boas mãos.”

Para Olívia, o folclore vai muito além das apresentações. “Ele nos ensina respeito, amizade, ajuda mútua e o orgulho pelas nossas origens. É preciso saber de onde viemos para entendermos quem somos.”

Outra história que representa esse legado é a de Cândida Maldaner, Rainha do Folclore Alemão em 1998. Filha dos fundadores do Volkstanzgruppe Tannenwald, ela cresceu acompanhando os pais nos ensaios e apresentações e, desde pequena, sonhava em fazer parte daquele universo.

Hoje, a tradição segue viva por meio da filha Anna Liz Maldaner Staudt, de apenas três anos, que iniciou sua trajetória no grupo ainda antes de completar dois anos de idade. “Tenho a alegria de transmitir tudo isso para minha filha. Ela nasceu durante o 50º Festival Internacional de Folclore e, desde o ventre, já vivia esse universo, ouvindo músicas, acompanhando ensaios e sentindo o amor que sempre fez parte da nossa família.”

Para Cândida, preservar o folclore é também preservar valores. “O folclore nos ensinou respeito, união, amizade, disciplina e amor às nossas raízes. São ensinamentos que levamos para a vida e que hoje tenho a alegria de transmitir também para minha filha.”

Mas, essa sucessão de gerações não acontece apenas em Nova Petrópolis. Há mais de dez anos participando do Festival Internacional de Folclore, o Ballet de Arte Folclórico Argentino – BAFA também proporcionou ao público testemunhar crianças crescendo dentro do grupo até se tornarem adultos responsáveis por manter viva a cultura de seu país.

Segundo María Paula Saravia, coordenadora do BAFA, muitos integrantes iniciaram ainda pequenos e desenvolveram um forte compromisso com a preservação das tradições argentinas. Além disso, diversas famílias participam juntas da companhia, incluindo pais, filhos e irmãos. Entre os próprios diretores, o trabalho também atravessa gerações, com o seu pai na direção e dois filhos integrando o elenco.

Depois de tantos anos participando do Festival Internacional de Folclore, Nova Petrópolis tornou-se muito mais do que um destino de apresentações. “Sempre voltamos pelo carinho do público, pela excelente organização e pelas amizades que construímos aqui. Nova Petrópolis tem uma magia especial. É um lugar onde mostramos nossa cultura e, ao mesmo tempo, aprendemos com a diversidade trazida pelos grupos de todo o mundo.”

Ao reunir crianças, jovens e adultos no mesmo palco, o Festival Internacional de Folclore demonstrou que preservar tradições vai muito além de manter danças e músicas vivas. Significa transmitir valores, fortalecer vínculos familiares e criar um sentimento de pertencimento capaz de atravessar gerações.

É essa continuidade que explica porque, há mais de 50 anos, o Festival segue renovando seu legado. A cada edição, novas crianças dão os primeiros passos na dança, enquanto pais, avós e antigos participantes veem a própria história ganhar novos capítulos, confirmando que, em Nova Petrópolis, o folclore não é apenas uma herança do passado, mas uma tradição construída diariamente para o futuro.

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